Saindo da inércia

These are the lies I have created.

esporros

nem adianta vir com grosserias porque nem eu estou me aguentando ultimamente. tenho me achado insuportável. motivo: ser eu. parece que ninguém está me aceitando ou me entendendo. me interpretam mal. e o pior: estou ligando pro que os outros pensam. tenho me identificado com mais ninguém e vice-versa. (tá, pra falar a verdade, sim, eu me identifico com algumas pessoas, mas algumas eu nem conheço e outras estão longe, mas não é isso o que importa.) é insuportável viver num mundo onde quase ninguém pensa como você, o que faz parecer que EU estou errado.

adoro o rock, o grunge, o indie etc, mas essa obrigação de ter que gostar de determinadas bandas só porque tiveram alguma influência no rock não é pra mim. adoro bandas novas, principalmente aquelas que os undergrounds dizem que é uma bosta. curto demais o estilo hippie e adotaria como modo de vida, mesmo. o que fode são alguns ditadores supremos que dizem o que é bom ou ruim pra tudo segundo o gosto individual deles. segundo estes, tudo o que não é rock é uma merda. pedantismo terrível.

eu sou do contra. mas não é por opção. eu simplesmente tenho opiniões ”peculiares” para o ~mainstream~, e sei que sofrerei amargamente por isso, como já sofro. eu tenho PERSONALIDADE, sacas? a personalidade é minha e eu faço o que eu quiser. as opiniões dos outros não me influenciam, como alguns pensam. logo, não sou do contra. ou sou? não sou. eu não invento não gostar de algo só pra ser ~do contra~. eu simplesmente falo francamente de acordo com o que eu penso.

não gosto dos beatles. ”OH, GEOVANE, COMO VOCÊ PODE NÃO GOSTAR DE BEATLES?” ora, não gostando. eu não odeio. só não gosto. nunca vi nada ~genial~ no trabalho deles. eles simplesmente foram um fenômeno monstruoso que arrebatou gerações e gerações. reconheço o mérito. mas não gosto de ouvi-los. é foda apenas 1 em cada 10 pessoas entenderem que gosto musical é extremamente pessoal. logo, ao meu ver, não existe ritmo bom ou ritmo ruim. o que existe é música boa e música ruim. qualquer ritmo pode ter uma música foda pra caralho, vai de acordo com o empenho de quem a compôs. como já disse, eu adoro o rock, mas o que estraga são alguns ~posers~, como diria uma amiga minha. que acham que gosto musical define caráter. eu acho imperdoável alguém com mais de 18 anos se prestando a esse tipo de ideologia pré-adolescente. mas tudo bem, tudo bem, daqui a um tempo a moda hipster vai passar e eu vou viver numa sociedade onde o meu não é melhor que o seu e o seu não é melhor que o meu.

Há mais ou menos um ano.

Estava fazendo nada, quando do nada resolvi falar a respeito de uma amiga que eu fiz há um ano:

Pois bem. Ano passado eu fazia um curso pré-vestibular porque meu sonho era entrar na UFRGS. Era uma ONG na frente da Casa de Cultura Mário Quintana, que tinha um conceito bem socialista e o pessoal era bem rebelde. Me dei bem, até. Deu pra me identificar um pouquinho com uns hippies que não tomavam banho e principalmente com o fato de quase não ter adolescentes Geração Y que só sabem falar de videogame.

Na segunda semana de aulas uma guria cheia de tatuagens, que usava um óculos com armação de aviador e era A CARA da Clara Averbuck e eu nunca tinha visto antes sentou do meu lado, bem na fileira da frente porque não tinha mais lugar. Não nos falamos. No segundo dia, na hora do intervalo ela me perguntou o que teve na semana passada, porque ela não pode ir. Eu expliquei, bem gaguejadamente porque ela era muito bonita pra falar comigo. Nos perguntamos os nomes. Ela era extremamente simpática e eu achei estranho, porque o estilo agressivo dela não condizia com o jeito meiguinho que ela falava. Depois falamos sobre como fomos parar ali no curso, e surpreendentemente descobri que ela trabalhava como arte finalista (curso que estou fazendo) em uma gráfica e fazia PUBLICIDADE E PROPAGANDA na Unisinos. (!!!!!). O mais impressionante é que ela também morava (mora) em Alvorada, perto da minha casa e na rua de uma grande amiga minha. Ela era muito legal, muito legal mesmo, até que um dia ela me convidou pra eu ir com ela na Unisinos conhecer o campus e pra ver se era mesmo publicidade que eu queria. Nesse dia ela me apresentou todos os amigos dela, o namorado, os lugares mais legais do campus e o pessoal que morava em Alvorada pra voltar comigo de van, caso eu fosse estudar lá. O que acabou acontecendo. Hoje somos amigos, colegas de universidade, de van e eu tenho certeza que tive muita sorte em conhecê-la.

Traumas e opiniões: conclusões precipitadas ao meu respeito

Gosto de fazer autoanálises dos meus traumas. É importante para mim saber por qual razão ou circunstância eles existem. Sempre acabo descobrindo essas razões quase que instantaneamente. O mais difícil é tratá-las. E olha, não sou nenhum eminho mimizento que fica choramingando no twitter, mas ocupo grande parte do meu tempo ocioso tentando descobrir o que está me fazendo mal. Creio que grande parte das pessoas fazem isso. E acho que já tenho maturidade o suficiente para lidar com minhas próprias frustrações sozinho, sem ficar incomodando ninguém.
Ultimamente, o que tem me incomodado bastante, é o fato de me rotularem bastante, e/ou me acharem polêmico, apenas por ter uma opinião distinta e querer explicar por que eu sou a favor da mesma. Eu costumo falar o que penso, mas bem longe de casa. É foda ter que esconder da minha família o próprio blog, para que eles não saibam exatamente o que passou de pior na minha vida. Também é foda não poder compartilhar a própria opinião no Facebook, por causa de parentes que comentam no meu status, sem serem solicitados para isto.
Não aguento a ignorância de acharem que opiniões ”distintas” segundo a maioria da população (como legalização do aborto, drogas etc) são de pessoas com caráter duvidoso - sem considerar opiniões que realmente são de pessoas com caráter ruim (como racismo, homofobia etc).
Para este ano, prevejo muito mais cautela ao enfatizar minha modesta opinião para alguém. Analisarei previamente se o ouvinte e/ou leitor tem condições ou não para entender e não tirar conclusões precipitadas ao meu respeito.

Notas de rodapé:

NEM TUDO O QUE ESCREVO AQUI É APENAS O QUE ESTÁ ESCRITO. E NEM TUDO O QUE FALO É TUDO O QUE PENSO.
Estou muito estressado. No dia de hoje, a lua entrou em Áries, meu irmão estragou a caixa do subwoofer (que por causa disso não posso escutar música alta), não dormi quase nada durante e depois dos quatro dias de Vestibular UFRGS 2013 e prevejo cada vez mais dificuldades em ser uma pessoa rica (só de dinheiro, é claro).

Odeio revisar meus textos. Se tiver algum erro de ortografia e/ou concordância, favor foda-se. Estou cagando para a sua opinião.

eu sempre tive medo da bola.

nunca gostei de esportes. também nunca gostei de jogar bola – o que é meio óbvio para alguém que desde pequeno, nunca teve ninguém que o ensinasse. não que eu não tivesse, assim, um pai ou um irmão mais velho. eu tinha. o problema é que logo quando eu nasci, o meu pai começou a trabalhar demais, e meu irmão era (é) bem mais velho do que eu. e nunca gostamos das mesmas coisas. então, nunca fomos o tipo de família unida, como nos comerciais de margarina.

cresci vendo chaves, brincando com os 278 primos que eu tinha (minha família é muito grande) e correndo de bicicleta (eis uma coisa que eu e meu irmão fazíamos juntos). eu sempre tive amigos que jogavam bola, sempre os acompanhava nos campinhos de futebol, mas nunca jogava. primeiro, eu tinha medo. depois, comecei a achar tudo aquilo uma idiotice – o fato de correrem atrás da bola. eis que eu entro pra escola; começo a ter aulas de educação física, das quais eram torturantes para mim porque era obrigado a jogar futebol. eu sempre saía machucado e normalmente corria de um lado pro outro tentando pegar a bola, mas não tinha habilidade suficiente nem pra dar um passe. me achava igualmente idiota.

depois de entrar no ensino médio, as práticas com esporte pararam de ser obrigatórias, e eu finalmente parei de praticar. uma vez que outra, me pediam para entrar no gol, mas eu aceitei só uma vez – quando me disseram que eu tinha medo da bola. e realmente… depois disso, aceitei o fato de que meus pés e as bolas não se dão bem. também parei de ser colorado. achei hipocrisia demais eu torcer pra um time de futebol, sendo que eu não suporto o mesmo. hoje, eu até jogo qualquer esporte que tenha ~bolas~, menos futebol.

futebol e geovane, para sempre inimigos.

 

Sou um velho.

Eu fiz muita coisa errada nessa vida e agora estou bebendo vinho e escutando Alanis Morissette.

(Ah, e ultimamente, tenho me preocupado muito em começar as frases com letra maiúscula nessa porra. Acho que isso explica muita coisa…)

Sou um velho.

 

O meu post é melhor que o seu.

Essa semana eu fiquei puto com a opinião desprezível de algumas pessoas. No caso, duas [opiniões].  Basicamente, elas diferem-se entre si, porque aconteceram em contextos diferentes, mas refletem bem o quão o ser humano pode ser ignorante em relação ao ”outro lado da balança”. Exigindo sempre toda a liberdade do mundo, mas esquecem que os OUTROS também têm esse direito.

[...]

Eis a primeira:

Por acaso, li um retweet escrito exatamente assim:

Parabéns ao MAIOR e MELHOR clube que esse estado (quiçá o Brasil) já viu. Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, 109 anos de puro ORGULHO”.

Senti desprezo pela criatura que escreveu, mas não o conhecia. Resolvi stalkear para ver de quem se tratava. Abri um link que dava para a página do Facebook, e o que mais me chamou atenção em suas informações pessoais, foi:

Preferência política: Separatista-Rio-Grandense: ‘Defendo o ideal de Independência do Rio Grande do Sul, assim separando-se do Brasil‘ ”.

Entrei em colapso.

Seres humanos! Parem com esse bairrismo desacerbado. É ridículo. ARGH! (Não estou criticando o time de futebol, porque eu não tenho preferências futebolísticas e nem sequer time de futebol eu tenho).

Da onde vem esse orgulho de ter nascido em uma terra e ter escolhido torcer pra um time de futebol?

Não entendo. Quer dizer, até entendo. É uma forma de tornar real, quase que, instantaneamente, o sonho que todo mundo tem de ser melhor do que o outro. Ser o motivo da inveja dos demais.

~Nasci no Rio Grande do Sul, sou melhor do que você, que nasceu em outro estado~

~O meu time ganhou do seu~

Etc.

[...]

Eis a segunda:

Estava eu, com a minha turma, aprendendo CorelDRAW. Eis que alguns colegas começaram a criticar o Restart. Bem atrás de mim. Bom, nada de errado nisso. Até concordei mentalmente quando disseram que a banda é uma bosta. Logo depois, surgiu um comentário a favor daquela violência que o vocalista recebeu.

Imediatamente, perguntei pra ver se eles realmente eram a favor daquela estupidez, e eles me confirmaram. Então eu disse ”COMO ASSIM, VOCÊS GOSTARAM QUE UMA PESSOA FOI VIOLENTADA, SIMPLESMENTE PORQUE ELA FAZ O TRABALHO DELA E GANHA DINHEIRO? SE GOSTAM OU NÃO, ELE TÁ FAZENDO O TRABALHO DELE!” (mais ou menos nessas palavras, só que um pouquinho mais coloquial), e eles disseram que eu tava ”tomando as dores do Restart”. Quer dizer, tudo certo em dar uma pedrada na cara de alguém, só porque ela canta uma música que eu não gosto.

Nem preciso dizer que eu não discuti com aquela gente. Até porque, seria perda de tempo.

[...]

A conclusão que eu faço é: se as pessoas gostam de algo, por que elas acham que têm que odiar a outra? Ou: por que temos que escolher entre A e B? NO, NO, NO, NO, NO! 

Mother of god, quanta enganação.

Evoluam.

Geopeka Psicanalista: Chorando a Porra Derramada

Porto Alegre, Domingo, 1 de Setembro de 2012. 5:13 da manhã. Estou com insônia e dor nas vértebras dorsais.

Sinto que nas relações cotidianas (sendo estas humanas ou não), para formar um vínculo de intimidade, é necessário criar uma pura e ingênua expectativa. Na minha timeline, vejo algumas meninas lamentando as expectativas que elas criaram para seus relacionamentos desastrosos, sempre chorando a porra derramada em seus cabelos.

E como isso me irrita profundamente, resolvi criar uma tese:

Se  a gente conhecer uma pessoa e expectativa não houver de ambas as partes, jamais haverá algum vínculo além do coleguismo – e tudo isso, claro: inconscientemente.

Uma vez eu escutei de uma prima psicóloga, a teoria de que ‘crianças fazem mais amigos porque são crianças’. Eu fiquei me perguntando sobre qual o sentido dessa frase. Deve ser porque no mundo das crianças não tem realidade, apenas expectativas ingênuas, então é mais fácil criar vínculos.

Onde eu quero chegar? Bom, vamos lá:

Essas garotas loucas por Fresno, podem até menstruar. Mas têm a mentalidade de uma criança de 6 anos. Digo isso, porque acredito que a idade mental está ligada também ao Q.I. O que no caso delas é relativamente baixo. Nota-se pelos erros de português desastrosos.

(Não estou gostando de nada desse texto até agora, apenas estou com vontade de escrever. Peço desculpas.)

Eu também crio expectativas, como todo mundo. Porém eu não fico me lamentando se alguma coisa dá errado ou não saiu como eu queria. A nossa mente nos engana, principalmente quando imaginamos algo do passado. É a vida. as coisas apenas são e serão. Não tem como mudar.

(Vi a entrevista de um psicanalista na TV e ele disse que grande parte da nossa memória é adquirida. Ou seja, inventamos ou atribuímos algo à coisas que aconteceram de um jeito, mas na nossa mente, aconteceram numa proporção muito maior.)

Então, tolinhos e tolinhas: não vos deixem enganar. Isso tudo é uma conspiração Illuminati para fazermos acreditar que o amor existe. ELE NÃO EXISTE! O que existe é só uma forma de ficar perto dos inimigos. Pura estratégia de guerra, amigos.

Não levem a vida tão a sério. Nem a morte. Nem os amigos. Nem você.

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